Pensamento Desconexo


Break

                           Fiel torcida

 

Eu tenho 5 capítulos (de mais ou menos 7 minutos cada um) de um programa de rádio para montar para o meu TCC. E tenho praticamente um mês para concluir isso.

Sendo assim, acho que vamos passar um tempinho separados.

Mas calma, blog. Como uma boa corinthiana, ‘eu nunca vou te abandonar porque eu te amo!”



Categoria: TCC
Escrito por Babi às 11h30
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Biscoito da sorte

                            Aforismo


O Homem que toma consciência de seus erros sente-se acolhido pelos demais erros da sociedade. Já o homem que toma consciência dos erros da sociedade, não mais encontrará conforto dentro de si próprio.

 

Profundo? Relevante? Com algum sentido? Não sei. Só sei que isso aí salvou o meu ano ao me render um 9 de Ética.

 

Lição aprendida: se o jornalismo não der certo, posso vender frases para as fábricas daqueles biscoitinhos chineses!



Categoria: Filosofias de buteco
Escrito por Babi às 23h13
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Germinando

                          Plantio e colheita de flores


                         
 

No início da tarde de ontem – já que eu escrevo este post no começo da madrugada – entramos na Primavera. Para muitos, a estação mais bonita do ano. Para quem vive em São Paulo, como eu, a associação da chegada dela com a previsão de dias de um calorzinho agradável nem sempre é certa porque, para esse local, parece que qualquer definição de estação do ano torna-se absurda.

Mas não é bem dos efeitos climáticos da primavera que quero me ocupar nesse espaço. Na verdade, eu acho que a simbologia mais forte que ela traz, obviamente, é a do surgimento das flores. E, acredito eu, todos admiramos flores (independente de alergia, gostos excêntricos ou preferência sexual). E é nessa época que elas se apresentam mais vivas, mais coloridas e mais presentes em nossa vida.

Em tempos em que a preocupação com a preservação ambiental cresce a cada dia, todos nós deveríamos plantas flores. Iríamos colorir o mundo, melhorar nosso oxigênio e limpar o ar de nossas almas. Na verdade, desde que nascemos a gente vêm plantando um grande número de flores, espalhadas por diferentes terrenos e pertencentes a variados tipos de linhagem.

Há alguns que preferem plantar umas flores mais caprichosas, que demoram a desabrochar e nos fazem viver uma ansiedade angustiante até que elas resolvam dar o ar da graça. Já outras abrem com uma facilidade incrível e espalham-se com o intuito de nos dar a sensação que sempre estarão às nossas vistas, quando quisermos contemplá-las. Outras exigem que cruzemos estradas, lugares e tempos atrás de sua muda, pois são espécies raras e quase extintas. Não importa as cores, os tipos e os estilos. Todos nós plantamos e esperamos colher flores.

O que acontece é que, como jardineiros amadores nesse universo, esse nosso plantio nem sempre é um mar de rosas (perdão pelo trocadilho infame!). Há algumas flores que não crescem como havíamos planejado ou que parecem florescer belas somente nos quintais alheios. Há outras que jamais conseguiremos encontrar as sementes, por mais que passemos uma vida inteira procurando e há algumas que simplesmente se recusam a desabrochar sob os nossos cuidados.

Nessa história do plantio, não nos sobra muitas opções. Ou abandonamos a terra e desistimos de buscar as cores, os perfumes e os tons que teimam em não surgir de acordo com o nosso jeito, ou nos contentamos com as flores que temos e seguimos em frente na semeadura, com a esperança que a colheita, algum dia, seja proveitosa. Como quase ninguém é louco de escolher a primeira opção, continuamos em nossa empreitada camponesa, esperando semear boas sementes nos terrenos da vida.

E, para quem continua nessa, vale um simples conselho: se você estiver dedicando todo o seu carinho à uma semente, fornecendo os nutrientes que ela precisa, não deixando-a exposta às intempéries do tempo e mostrando a ela o quanto você faz questão que ela germine e, ainda assim, ela insistir em não desabrochar, a dica é simples. Não desista das flores. Apenas troque de jardim!



Categoria: Sentimentalidades
Escrito por Babi às 00h41
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Ah, o tempo!

                             Aos 30


Hoje a minha prima completou 30 anos. Esse fato, possivelmente, não renderia um post, se não fosse por razão da idade simbólica dos 30. Ou, também, não renderia um post se não fosse pelo fato dela ser minha prima.

Acho que depois de pai e mãe, os primos cumprem um papel fundamental no desenvolvimento da nossa própria identidade. Todo mundo tem – ou, em algum momento teve – um primo ou uma prima, geralmente mais velhos do que nós, que nos servem como uma bússola para delinearmos as nossas próprias direções. São aquelas pessoas que enxergamos com os olhos de deslumbramento, para a qual qualquer coisa parece ser possível e que nos transmitem a ilusão de serem capazes de fazerem tudo aquilo que nós, quando ainda crianças, achamos que nunca poderemos fazer.

Era mais ou menos essa visão que eu sempre tive da Dani. Nossa diferença de idade fazia com que ela sempre fosse meu ideal de beleza, de atitude e de estilo de vida. E até hoje, em diferentes proporções, isso ainda permanece em mim. Quando fomos crescendo, o destino bagunçou um tanto as nossas vidas (bem mais a dela do que a minha, para dizer a verdade) e acabou antecipando as etapas que ela deveria atingir ao longo de grande parte de sua vida em dois ou três anos.

Eu achava que ela teria um futuro diferente e tenho certeza de que ela também pensava isso. Mas as responsabilidades, as batalhas e a família que ela teve que estruturar tão precocemente a obrigarem a amadurecer e a antecipar o peso da vida que só agora, aos 30, ela deveria começar a sentir. Com isso, ela ganhou um patamar ainda superior naquele modelo que ela foi para mim em nossas brincadeiras de criança. Agora, ela é meu modelo de orgulho, de força e, a partir de hoje, o meu termômetro para descobrir que o tempo passou.

O objetivo dessa post, na verdade, não era falar dela, o que seria muito subjetivo e injusto, até porque, a irmã dela – conseqüentemente, minha outra prima – também completou 29 anos anteontem e mereceria a mesma homenagem. Mas foi uma simbologia que encontrei para expressar a sensação daqueles dias em que a gente percebe que o conteúdo do passado ganha cada vez mais reforço. E torna-se cada vez mais passado.



Categoria: Sentimentalidades
Escrito por Babi às 23h28
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50 dias

                          Censura ao terrorismo

Para marcar as minhas atualizações cada vez mais esparsas nesse blog eu achava que seria bem legal contar para vocês que hoje, precisamente nesse dia 14 de setembro, faltam exatos 50 dias para eu entregar o meu TCC.

Mas aí acabei me convencendo de que fazer apologia ao terrorismo não vale a pena. E decidi não dizer mais nada.



Categoria: TCC
Escrito por Babi às 23h10
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Folguinha

                      Repentes de alegria

 

Sei que ando – e provavelmente ainda andarei – bem sumida desse espaço, mas isso sim é um fato a ser compartilhado.

Não é digno de um surto de alegria quando a sua empresa, bem em um momento no qual você está no auge do seu cansaço, decide reformar a sua sala e concede a todo o departamento uma FOLGA em plena segunda-feira?



Categoria: Filosofias de buteco
Escrito por Babi às 23h11
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Fantasias perdidas

                      Quatro anos, quatro fantasias

 

 

Na Pororoca Louca de 2005 eu estava no primeiro ano de faculdade e fui fantasiada de palhacinha. A festa foi ótima e eu acabei perdendo o nariz vermelho da fantasia.

 

Na Pororoca Louca de 2006, quando eu estava no segundo ano da faculdade, eu fui fantasiada de grega. A festa foi simplesmente sensacional e eu perdi a coroa dourada que compunha a roupa da deusa grega.

 

Na Pororoca Louca de 2007, quando já estava no terceiro ano, provavelmente eu estava com a cabeça voltada para várias outras coisas e acabei perdendo a festa.

 

Na Pororoca Louca de 2008, no quarto - e derradeiro – ano eu nem precisei ir à festa para perder nada. Bem antes, muito tempo antes, eu já tinha perdido o ânimo e as ilusões de que a vida, de fato, é uma festa!



Categoria: Crises
Escrito por Babi às 22h21
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Vírus de Agosto

                             Pneumotórax

 

 

Sempre tenho gripes em agosto. E isso já acontece há anos.

Talvez seja porque, pelo fato dele ser o mês mais longo ano, uma parte desse tempo tem que ser reservada para curtir os péssimos sintomas que o resfriado traz.

Quando você fica mais velho, então, é ainda pior pegar gripe. Não que antes não seja inconveniente, mas depois de alguns anos, o vírus vem diluído nas responsabilidades do dia-a-dia. Ou seja, são duas coisas com as quais você precisa bravamente lutar: a gripe e a necessidade de cumprir todo o que você precisa quando o seu organismo implora para que você hiberne em uma cama.

Como não podia falhar, já fui apresentada à minha gripe deste agosto, a mais indesejada de toda a minha existência, pois eu nunca precisei tanto estar bem e ativa como preciso agora, nesses dias.

Mas, como em quase todas as outras situações da minha vida, dessa vez eu também fui voto vencido e ela chegou. Resistente, forte e não demonstrando o menor ímpeto de querer ir embora cedo.

Agora juntem isso a uma mente desgastada, que praticamente a cada dia que acorda se questiona se vale continuar em frente ou se é melhor desistir de tudo, e façam uma idéia da situação. Eu ainda não queria parar. Mas os meus pulmões querem.
Explicada a ausência de posts?

 



Categoria: Crises
Escrito por Babi às 00h38
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Amargando

                Uma muito breve história triste

 

 

Era uma vez uma menina que passou a vida inteira recebendo o adjetivo de doce.

Até que um belo dia, o açúcar amargou. Para sempre.

E ela descobriu que o gosto do fel pode ser igualmente saboroso.

 

                                                                                                                 Fim



Categoria: Crises
Escrito por Babi às 00h23
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Desmemoriada

                          Amnésia

 

 

Queridos leitores desse blog – que devem, atualmente, fazer parte apenas do plano espiritual, já que nem uma viva alma dá o ar da graça por aqui – ajudem-me com uma outra dúvida. Na concepção de vocês, é hora de começar a tomar Centrum, Vitasay Stress, Fosfosol ou algum outro remédio para a memória quando:

 

A- Você está parado em um farol de uma movimentada avenida e não tira o carro do lugar assim que aparece o sinal verde porque simplesmente esqueceu o local para onde você se dirigia.

 

B- Derruba o leite no fogão diariamente porque nunca consegue lembrar que colocou a caneca no fogo.

 

C- Chama a pessoa com a qual você está falando ao telefone por uns três nomes diferentes, menos, claro, o verdadeiro.

 

D- Liga, sem querer, para outras três amigas quando a intenção é discar o número de uma outra.

 

E- Sai correndo de casa porque viu o seu ônibus parado no ponto, entra nele, senta-se e começa a ler tranqüilamente e só percebe que está no ônibus errado quando ele já passou uns dez minutos do seu trajeto normal.

 

F- Liga para sua própria casa e, quando sua mãe atende, pergunta: ‘De onde falam?’

 

G- Liga para uma central de atendimento a clientes com uma dúvida e, depois de cinco minutos de espera, é obrigado a desligar, dizendo ao atendente que esqueceu o que iria perguntar.

 

H- Não faz a menor idéia de onde colocou o pen drive que contém todo o seu material de TCC (calma Ta e Lulu, os arquivos estão salvos em outro local!)

 

I- Sente seu sangue congelar quando, no final da tarde de fechamento, sua chefe te pergunta se você já terminou aquela matéria e você não faz a menor idéia do quê ela está falando.

 

 

Ah, e opinem, por favor...antes que eu me esqueça!



Categoria: Crises
Escrito por Babi às 00h05
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                           Sinal de vida

 

Eu estou sem paciência e sem tempo de postar, gente. Mas, caso alguém se interesse, deixo claro que, por enquanto, ainda está tudo bem*.

 

* Vale lembrar que o conceito de bem é totalmente relativo.

Escrito por Babi às 22h08
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Olímpiadas

                         Volta olímpica

 

Esse post era para ter sido escrito no dia 08/08/2008, as 08h08 (já que a numerologia das datas com algarismos repetidos está bombando!). Mas, não foi possível, dada a minha preguiça e os vários outros afazeres a cumprir.

Mas o que posso dizer é que, do nada, de alguns dias para cá, não sei o motivo certo,me deu uma vontade de ser jornalista esportiva!

 

 

 

 

Pequim, alguém?

 



Categoria: Filosofias de buteco
Escrito por Babi às 23h54
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Frases

              E no ambiente de trabalho...

 

 

Sexta-feira, final de tarde, aquele clima de final de expediente da semana. Em uma conversinha informal, estagiária propõe um desafio lógico para distrair os colegas:

 

Estagiária: ‘Gente, quero ver se vocês sabem essa. Se eu estou em cima do muro, à cavalo, o que eu tenho nas mãos?’

 

Resposta quase geral: “As rédeas”

Justificativa: “Se você está em cima de um cavalo, em qualquer lugar, é natural que você tenha que ter as rédeas nas mãos.”

 

Resposta correta: “Uma pá”

Justificativa: “Se você está em cima do muro, A CAVÁ-LO, só pode ser com uma pá”, responde a estagiária, esclarecendo a pegadinha entre a troca do substantivo pelo verbo.

 

Resposta de uma das chefes: “O cu’

Justificativa: “Se eu estou num cavalo, no alto de um morro, sabendo que o bicho pode disparar, no mínimo, o que eu vou estar, é com o cu na mão!”

 

Tem coisas que só uma redação faz por você!



Categoria: Filosofias de buteco
Escrito por Babi às 21h23
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Chiquinha e Precinho

Parte VIII – Em Busca do Lead Perdido –

                     A Saga do TCC

 

                           ‘Nossas férias’

 

Férias de quem está em ano de TCC não podem ser consideradas como férias, na plenitude da palavra. Portanto, nesse último mês de julho, o trio não descansou e demos – ou pelo menos tentamos dar – uma agilizada nos trabalhos, pois já antevemos o período crítico que virá nos próximos meses.

Não que a gente tenha feito coisas demais (pensando bem, acho que até fizemos ‘de menos’). Mas, na medida do nosso possível, fomos ao Oscar (capítulo que já foi relatado aqui) e marcamos algumas entrevistas que estavam pendentes. Para atualizar vocês, que acompanham essa saga, segue um breve resuminho de cada uma.

 

Pois é, pois é, pois é!

 

Depois de algum tempinho de enrolação, finalmente conhecemos a famosa voz da Chiquinha, do seriado Chaves. Em uma tarde de sexta-feira, a dubladora Cecília Lemes nos recebeu de uma forma muito simpática no salão de festas de seu belo prédio, localizado na Zona Oeste. 

Na profissão desde criancinha e com um tom de quem realmente sabe (e pode) brincar com a voz da forma que quiser, ela nos contou muitas histórias, deu suas opiniões e ajudou a incrementar o nosso de TCC de uma forma muito bacana. Apesar de personagem mexicana ser o seu forte, Cecília também é a voz de várias atrizes do cinema norte-americano e a meiguinha voz do Coração, dos Ursinhos Carinhosos (vocês lembram? Daquele bebê cor-de-rosa fofo? Adoro!)

E , uma boa notícia para quem já teve vergonha por ter chorado no final do episódio do Chaves de Acapulco (quando eles cantam a musiquinha, lá na praia). Ela contou que, durante a dublagem dessa cena, ela não agüentou e caiu no choro de verdade. E que, até hoje, sempre que assiste ao episódio, ela também chora. Mais ainda porque o dublador do personagem Chaves, Marcelo Gastáldi – falecido há mais de dez anos – era seu grande amigo. Agora sim, sabemos que a gente pode se emocionar com o ‘Boa Noite Vizinhança’ sem ter medo de sermos chamados de retardados.

 

 

Sindicato e o Precinho

 

Vocês já devem ter visto aquele simpático ‘Precinho’ que contracena com Ana Maria Braga no comercial do Carrefour, não é? Na semana passada tivemos uma conversa com a voz que dá a vida à ele. Trata-se do menino Pedro Alcântara que, aos 12 anos, é considerado o maior dublador mirim da atualidade.

Em uma mesa do Shopping Pátio Higienópolis, ele e seu pai (membro ativo do Sindicato dos Artistas, de São Paulo) contaram um pouco de suas histórias enquanto aguardavam a hora para assistir ao ‘Batman e o Cavaleiro das Trevas’ no cinema. Mais do que talentoso, Pedrinho conseguiu sustentar sua família aqui em São Paulo por uns dois anos graças aos seus trabalhos como dublador.

Já no quesito da luta sindical da profissão, seu pai, Ricardo, nos apresentou os principais problemas relativos a salários, horas trabalhadas e todas as dificuldades enfrentadas pela classe. Ao final da conversa, até a mãe do Pedrinho apareceu por lá, contando um pouco da rotina e dos planos que faz para o filho. Até tentamos demove-la da idéia de querer que ele curse Jornalismo, mas parece que todos estão firmes no propósito (não digam que nós não avisamos!).

Depois acabou virando aquele papo bem amistoso, que terminou até com um convite para um cafezinho na casa deles, quando quisermos. Uma bonita e simpática família, sem dúvida.



Categoria: TCC
Escrito por Babi às 23h41
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6 meses

Disparado o cronômetro

Talvez pela necessidade de vivermos movidos constantemente por algum propósito, sempre conduzimos a nossa vida tendo como norte alguma realização, etapa ou objetivo a ser concluído em um futuro próximo. É assim quando pensamos em começar o colegial, quando completamos 15 anos, depois, quando atingimos a maioridade, com a expectativa de tirar a carteira de habilitação, de começar a faculdade, de entrar no mercado de trabalho, etc.

Por mais que funcionem apenas como marcadores de livros simbólicos, essas etapas são essenciais para indicar a nós que ainda existem motivos para seguirmos em frente. E, apesar de não ter tanto tempo assim de vida, sempre precisei delas para me motivar a acordar todos os dias e continuar. E, sem dúvida, a etapa de ‘cursar uma faculdade’ foi uma das mais significativas disso tudo.

Agora assim, de repente, quando você resolve dar aquela geral no seu passado e percebe que está estudando, sem parar, desde o pré (Jardim não conta, porque ninguém estuda no Jardim), almejando apenas se formar na faculdade e percebe que está, a partir de agora, a menos de seis meses de conseguir isso, dá um nó assim, na cabeça e na garganta, inexplicáveis.

Não por cumprir uma etapa. Mas sim, por ver um objetivo futuro se transformando em passado.



Categoria: Crises
Escrito por Babi às 11h56
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Chega!

Apesar de você

 

 

“...Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros. Juro!
Todo esse amor reprimido,
Esse grito contido,
Esse samba no escuro.

Você que inventou a tristeza
Ora tenha a fineza
de “desinventar”.
Você vai pagar, e é dobrado,
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar.

Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Ainda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria.

Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença.

E eu vou morrer de rir
E esse dia há de vir
antes do que você pensa...”
 

 

Porque até para o sofrimento existem limites.



Categoria: Sentimentalidades
Escrito por Babi às 22h19
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G1

Mentirinhas da internet

 

 

Aí, de repente, você está meio de saco cheio da vida e bodeado com as coisas que acontecem ao seu redor, quando se depara com uma notícia na internet que parece trazer todo o seu ânimo de volta:

 

Zombar de si mesmo é a chave da sedução, diz estudo

 

Quando já ia começar a dar pulos de alegria achando que eu estava com tudo, eis que surge a linha fina para provar, mais uma vez, que alegria de pobre dura pouco:

 

"Mas arma só parece funcionar para quem tem status social elevado"

 

Maldito G1!


Escrito por Babi às 22h11
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                            Manga

 

                        

 

 

Nesses dois anos e um mês de existência, esse blog foi preenchido com vários posts destinados a criticar, destruir e achincalhar várias coisas, pessoas e situações que não me agradavam. Mas, como inovar é sempre bom, farei algo nunca antes executado na história deste blog: escreverei um post inteiro apenas para elogiar e falar bem de alguma coisa*. E, o tema que terá a honra de inaugurar essa série de textos empolgados é nada menos que uma das melhores coisas desse planeta: a manga.

Não vou dizer que o fruto da mangueira é a melhor coisa desse mundo pois todo mundo sabe que há algumas poucas outras coisas melhores. Mas, sem dúvida nenhuma, da minha lista das maravilhas terrestres, ela ocupa algum dos primeiros lugares. Simplesmente não existe nenhuma outra fruta com o sabor, a essência e o estilo tão maravilhosos como a manga. Ela é marcante, acentuada, do tipo que dá vontade de comer de repente, seja de madrugada, em uma tarde de sol, ou debaixo da sombra de alguma árvore.

Desde criança, sempre fui fascinada por manga, o que difere bastante de simplesmente gostar de um alimento. Eu era (e sou) literalmente viciada em manga. A ponto de querer comer uma, duas, três, quantas forem possíveis na mesma hora e de querer estender o gosto da fruta para todos os seus derivados, como sorvetes, sucos, tortas, vitaminas, molhos, etc.

Admito que o mundo é composto de frutas maravilhosas, mas nada é gostoso como manga. Nada tem o cheiro da manga, que permanece em nosso olfato por horas e, de repente, surge como mágica em nossa memória olfativa, trazendo recordações de saborosos momentos. Nada é amarelo vivo como a manga, capaz de colorir nossos dedos, boca e alma quando a comemos. Ela é tão especial que exige exclusividade para ser consumida. Temos que parar para se concentrar apenas nos seu sabor, já que, geralmente, ela faz uma sujeira absurda, nos fazendo voltar aos tempos da infância, em que comer se sujando era bom.

Manga me lembra verão, que me lembra sol, que me lembra luz, que me lembra alegria despreocupada. Assim como o chocolate traz ânimo e energia para alguns, a manga traz alegria para mim. Não sei explicar, mas acho que nem é preciso. Apenas digo que viveria muito bem se a vida fosse feita à base de água, de manga e de alegria.

 

* Alguém se lembra daquela prática que rolava dentro das grandes redações na época da ditadura, de que quando os jornais queriam mostrar que algo havia sido censurado, eles colocavam alguma receita ou alguma poesia bonitinha no lugar? E não é que a idéia é útil? 



Escrito por Babi às 23h29
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Dercy

                 Finalmente, porraaaa!

 

 

          

 

Agora sim, eu tenho certeza de que NINGUÉM é eterno nesse mundo. 101 anos depois – ou 103, segundo cálculos da própria – Dercy deixou o plano terrestre nesse último sábado. Eu tinha apostado que ela chegava, no mínimo, aos 200.

Saudades dos palavrões à parte, esse acontecimento é muito preocupante. Acompanhem o raciocínio:

 

Dercy Gonçalves morreu depois de mais de um século de vida.

Libertaram a Ingrid Betancourt, depois de seis anos seqüestrada.

A Espanha venceu a Eurocopa, após mais de 40 anos em jejum

 

Tipo assim...o que mais podemos esperar de 2008?

Escrito por Babi às 20h23
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Resta 1

               Rompimentos de contrato

 

 

Desde quando comecei minha carreira proletária – há exatos três anos – cada saída de qualquer amigo ou colega me deixava triste. Se essa pessoa era bem próxima de mim, então, o meu mundo desabava. Perdia a vontade de ir trabalhar e parecia que uma atmosfera de solidão pairava no dia-a-dia.

Quando deixei o meu antigo emprego para entrar no atual, fui trazida para casa aos prantos. A felicidade por conseguir, finalmente, um emprego na minha área foi afogada pela quantidade de lágrimas que eu derramei por deixar algumas pessoas e histórias para trás. Com o passar do tempo, o aprendizado de que a gente não deve permitir que as relações no trabalho ganhem uma dimensão a ponto de nos abalar tanto emocionalmente me deixou um pouco mais forte e, de certa forma, mais fria.

Desde que estou nesse trabalho já vi muita gente legal ir embora. Muitas vezes, por motivos que até hoje são difíceis de serem bem digeridos. Mas, eu sempre procuro pensar que essas mudanças e passagens são coisas da vida e que temos que aprender a aceita-las e entender que as pessoas não são peças fixas na nossa vida.

Nessa sexta-feira, foi o último dia de trabalho do meu editor, a pessoa que me contratou para o jornal. Poderia escrever várias linhas falando da importância que ele teve nesse início da minha trajetória jornalística, mas acho melhor guardar as boas lembranças na minha memória. Afinal, a gente tem que aprender que são coisas da vida e que não vale a pena sofrer.

Mas, são dias de despedida, como o de hoje, que me trazem a certeza de que, apesar desse tempo todo, eu ainda não consegui aprender isso muito bem. E, talvez, não consiga nunca!



Categoria: Sentimentalidades
Escrito por Babi às 22h26
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