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Crises
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Fim de Partida
14/02/2005 – 27/11/2008
Quatro anos. Se não fossem a exaustão psicológica e a lista de responsabilidades e preocupações na mente, não teria me dado conta de que todo esse tempo já passou. Afinal, não consigo me ver muito diferente daquela garota suja da tinta do trote, há quatro anos. Os sonhos, anseios e sentimentos são os mesmos. A diferença é que, hoje, eles são mais leves. Foram libertados do peso das ilusões.
Mais difícil do que responder aquela insistente questão que nos faziam no início da faculdade, de “por que escolhemos fazer jornalismo”, é resumir, em poucas linhas, o sentimento que temos ao notar que essa etapa foi encerrada. A Cásper nos trouxe ensinamentos, mas também destruiu a maior parte dos idealismos que tínhamos quando ali chegamos. Entramos sonhadores. Saímos jornalistas.
Independente dos caminhos que cada um de nós tomar a partir de agora, na minha e na memória de cada um que fez parte daquela sala ficarão as lições, os aprendizados, as conversas, a admiração por alguns excelentes professores e a troca de idéias e opiniões sobre incontáveis assuntos. Por outro lado, também não esqueceremos do desgaste, da sensação de tempo desperdiçado de muitas aulas, dos infinitos trabalhos, provas e atividades a cumprir, que tinham o poder de acabar com qualquer paciência e nos fazer questionar se aquilo tudo, realmente, valia a pena.
As lembranças acadêmicas, entretanto, são apenas uma das faces de um conjunto formado por sentimentos, laços, companheirismo, e, daqui a algum tempo, saudades. Em quatro anos não encontramos apenas colegas, mas sim pessoas que, por mais divergências e diferenças que possam ter entre si, terão sempre um ponto em comum. Encerro esse ciclo levando amizades de pessoas que conservar para toda a vida. De pessoas que, sem dúvida, mudaram a minha vida.
O fato de descrever o final de uma convivência talvez soe como um saudosismo precipitado. Pode até ser que, daqui a muitos anos, quando cada um estiver realizando seus trabalhos em seus jornais, revistas, televisões, rádios ou até mesmo, tiver fazendo qualquer outra coisa que fuja completamente do vício jornalístico, a vivência casperiana simbolize somente um tempo distante. Afinal, tudo o que mais queremos agora são novas passagens.
Mas, entre aqueles que presenciaram os bares, as conversas no corredor, as risadas, os problemas, as piadas internas, enfim, que viveram a essência do Jô C, sempre existirá um elo. Porque, por mais que milhares de outras experiências venham, aqueles momentos e aquela fase, nós só vivemos com aquelas pessoas. Nos só passamos na Cásper. E isso, nenhum de nós, nunca mais, conseguirá repetir.
Escrito por Babi às 23h27
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Fábula futurista
A menina e o iPod

Era uma vez, em um futuro muito distante, uma mocinha que vivia em um reino movido por uma avançadíssima tecnologia. As pessoas de lá tinham diversos aparelhos à sua disposição, que tornavam as atividades cotidianas muito mais rápidas e simples. E todo mundo era completamente acostumado com essa rotina de modernidades e de praticidade. Menos ela. Não porque ela rejeitava os avanços, mas sim porque não conseguia lidar com eles de uma forma natural.
Até que, em um belo dia, todas as pessoas que trabalhavam na empresa na qual essa mocinha trabalhava foram presenteadas com o que havia de mais moderno em termos de aparelhinhos tecnológicos divertidos: um iPod ultrabonitinho. Foi uma alegria geral. Todos vibraram com o presente e, logo no dia seguinte, já desfilavam pelos corredores da empresa com os fones de ouvido branquinhos, enfeitando o ambiente com ecos de músicas de diversos ritmos. Todos eles. Ou melhor, quase todos.
Ao contrário das outras 109 pessoas que compunham o quadro de funcionários da empresa, a mocinha não desfilou com seu aparelho por lá e nem por qualquer outro lugar. De todos os iPods distribuídos, apenas o dela não tocava. Ela tentou de tudo. Leu e releu por incontáveis vezes o manual de instruções, instalou o iTunes (programa necessário para carregar o iPod), pediu auxílio aos colegas de trabalho, ligou e desligou o aparelho, reiniciou o computador, acendeu velas, enfim. Tentou executar todos os procedimentos necessários para ativar o aparelhinho. Mas ele não tocou.
A mocinha ficou muito triste. Para ela, era impossível acreditar que todas as outras pessoas estavam se divertindo com as músicas em seus iPods e ela estava ali, isolada, triste em um mundo sem som. Pior do que não conseguir usar o aparelho era ter que agüentar as piadinhas dos colegas, que davam risada das suas limitações tecnológicas. E ela tentava, quase todos os dias, sem sucesso, fazer o aparelho funcionar.
E os meses foram passando, passando, e nada das músicas tocarem. Ela chorou, revoltou-se com o mundo e disse que nunca mais queria saber de olhar para aquela fonte de frustração. E, a partir daí, ela passou a acreditar que esse mundo de alta tecnologia, no qual fios, programas, telas e toques controlam tudo, não era feito para ela. O futuro seria promissor e feliz para todas as outras pessoas. Menos para ela, que apenas entendia de aparelhos e de coisas ligadas ao passado.
Foi quando, em um belo, dia, quando ela não tinha mais esperanças de ouvir nenhum som, o anjinho da tecnologia apareceu em seu caminho e de dispôs a ajuda-la. A princípio ela não acreditou muito que ele pudesse fazer esse milagre, mas decidiu apostar. E, depois de intermináveis meses de silêncio, o iPod começou a tocar. E as músicas coloriram a vida da mocinha. E ela nunca mais duvidou que milagres acontecem. E percebeu que, um mundo com som, é muito mais feliz!
Escrito por Babi às 15h30
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Recomeçando
Eu voltei, agora pra ficar.....
O ano ainda não acabou, mas eu já entreguei o meu TCC. Claro que não vou contar isso assim, dessa forma sem graça. No mínimo, a saga será encerrada com um ou mais posts bem daquele estilo que vocês conhecem.
Mas, o que quero avisar é que, com o fim dessa pendência, logo mais poderei reabastecer esse espaço com textos mega-relevantes para a população mundial. E, com a formatura da faculdade, o Obama eleito, o retorno do Corinthians à série A, à crise financeira mundial e as minhas crises pessoais, assuntos por aqui é o que não vão faltar.
Já já eu retomo tudo. Deixa apenas eu me recuperar e parar de passar mal em metrôs e pontos de ônibus!
Escrito por Babi às 12h02
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Excesso de amor
Muito amor pra dar
Todas as crises humanas possuem fases. No caso de uma crise por TCC, elas são numerosas e variáveis. Desde o início do ano, quando a idéia do projeto começou a ser plantada, eu trafeguei por grande parte desses estágios de surtos. Obviamente que, com a aproximação do prazo de entrega do trabalho, as mutações e a intensidade dessas crises foram ficando mais acentuadas.
Agora, há exatos quatro dias de entregar o projeto completo à coordenadoria, eu me sinto apta a escrever um mini-glossário sobre os sintomas e efeitos que os infelizes que vivenciam tal fase geralmente passam (se você, leitor, que estiver lendo esse post não concorda comigo, certamente é porque você não se formou na Cásper). Mas, voltando ao assunto, afirmo que experimentei todas as aflições emocionais e físicas provenientes de um trabalho de conclusão de curso.
Tive a fase da preguiça, do marasmo, da apatia, da preocupação, da alienação, da revolta, do cansaço, da raiva, do desprezo, da exaustão, do perfeccionismo, da implicância, da displicência, da dispersão, da dificuldade de concentração. Mais recentemente, passei para o estágio da insônia, da falta de apetite, da contaminação freqüente pelo vírus da gripe, da descoordenação de idéias e movimentos, da depressão, da ansiedade, do choro constante e por qualquer motivo, da náusea cada vez em que ouço falar no assunto, da vontade de sair correndo e, o mais grave, do ímpeto de me atirar da janela.
Mas nada que tenha me levado ao grau de preocupação que esse novo sintoma, que chegou há menos de uma semana, me levou. Já faz uns três dias em que eu sinto uma necessidade incontrolável de me declarar para as pessoas. Eu preciso dizer, sempre e o tempo todo, o quanto eu amo aqueles que estão ao meu redor.
Comparados com os tipos anteriores, esse surto até pode ser considerado inofensivo. Mas não é. Não é porque eu não posso exprimir esse desejo de acordo com a minha vontade, porque tenho certeza que grande parte das pessoas não compreenderiam. Imagine você, recebendo uma ligação no celular, no meio da madrugada, com uma louca dizendo: “Ai, desculpa te acordar, mas eu precisava lembrar que eu te amo!”. Ou então, chamar alguém no MSN com a frase: ‘Olha, não quero atrapalhar não, viu. Só quero falar que EU TE AMO. E muito, tá!” Não há entendimento e nem amor que aceite isso. (e é isso, por exemplo, que estou morrendo de vontade de fazer agora).
A coisa está tão séria que acho que o próximo passo será escrever depoimentos no orkut para todos os meus amigos, expressando os meus mais puros sentimentos. Já cheguei até a pensar que isso pode ser um sinal de que eu vou morrer. Será? Pode ser que essa possível premonição tenha trazido toda essa vontade de sair por aí, distribuindo declarações. Sempre quando fazia brincadeiras ou pensava naquela hipótese besta do que eu faria se o mundo fosse acabar no dia seguinte, a minha resposta estava sempre pronta: eu passaria o dia afirmando para algumas pessoas o quanto eu as amei, a minha vida inteira.
Como eu não quero acreditar que meu fim esteja próximo, eu prefiro pensar que isso provém da carência – um outro estágio de surto de quem vive uma fase TCC. Em todo caso, como é melhor garantir, que fique bem claro: se eu falar, de repente, para qualquer um de vocês, que eu os amo enlouquecidamente, acreditem em mim. É a mais pura verdade. Pelo menos, até o dia do próximo surto.
Escrito por Babi às 00h35
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Para onde foi a vida?
Algumas saudades....
- De escrever aqui
- De conversar
- De dar risada
- De dormir
- De assistir televisão
- De ver minha família
- De saber o que se passa na minha casa
- De pensar em mim
- De pensar em quem eu quiser
- De sonhar
- De beber
- De achar as coisas engraçadas
- De me apaixonar
- De olhar a vista do meu terraço
- De fazer fofoca
- De abraçar os amigos
- De tomar sorvete de caramelo
- De pisar no mar
- De conversar
- De ter tempo para ‘perder tempo’
- De existir.
Escrito por Babi às 00h11
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Fantasias perdidas
Quatro anos, quatro fantasias
Na Pororoca Louca de 2005 eu estava no primeiro ano de faculdade e fui fantasiada de palhacinha. A festa foi ótima e eu acabei perdendo o nariz vermelho da fantasia.
Na Pororoca Louca de 2006, quando eu estava no segundo ano da faculdade, eu fui fantasiada de grega. A festa foi simplesmente sensacional e eu perdi a coroa dourada que compunha a roupa da deusa grega.
Na Pororoca Louca de 2007, quando já estava no terceiro ano, provavelmente eu estava com a cabeça voltada para várias outras coisas e acabei perdendo a festa.
Na Pororoca Louca de 2008, no quarto - e derradeiro – ano eu nem precisei ir à festa para perder nada. Bem antes, muito tempo antes, eu já tinha perdido o ânimo e as ilusões de que a vida, de fato, é uma festa!
Escrito por Babi às 22h21
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Vírus de Agosto
Pneumotórax
Sempre tenho gripes em agosto. E isso já acontece há anos.
Talvez seja porque, pelo fato dele ser o mês mais longo ano, uma parte desse tempo tem que ser reservada para curtir os péssimos sintomas que o resfriado traz.
Quando você fica mais velho, então, é ainda pior pegar gripe. Não que antes não seja inconveniente, mas depois de alguns anos, o vírus vem diluído nas responsabilidades do dia-a-dia. Ou seja, são duas coisas com as quais você precisa bravamente lutar: a gripe e a necessidade de cumprir todo o que você precisa quando o seu organismo implora para que você hiberne em uma cama.
Como não podia falhar, já fui apresentada à minha gripe deste agosto, a mais indesejada de toda a minha existência, pois eu nunca precisei tanto estar bem e ativa como preciso agora, nesses dias.
Mas, como em quase todas as outras situações da minha vida, dessa vez eu também fui voto vencido e ela chegou. Resistente, forte e não demonstrando o menor ímpeto de querer ir embora cedo.
Agora juntem isso a uma mente desgastada, que praticamente a cada dia que acorda se questiona se vale continuar em frente ou se é melhor desistir de tudo, e façam uma idéia da situação. Eu ainda não queria parar. Mas os meus pulmões querem. Explicada a ausência de posts?
Escrito por Babi às 00h38
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Amargando
Uma muito breve história triste
Era uma vez uma menina que passou a vida inteira recebendo o adjetivo de doce.
Até que um belo dia, o açúcar amargou. Para sempre.
E ela descobriu que o gosto do fel pode ser igualmente saboroso.
Fim
Escrito por Babi às 00h23
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Desmemoriada
Amnésia
Queridos leitores desse blog – que devem, atualmente, fazer parte apenas do plano espiritual, já que nem uma viva alma dá o ar da graça por aqui – ajudem-me com uma outra dúvida. Na concepção de vocês, é hora de começar a tomar Centrum, Vitasay Stress, Fosfosol ou algum outro remédio para a memória quando:
A- Você está parado em um farol de uma movimentada avenida e não tira o carro do lugar assim que aparece o sinal verde porque simplesmente esqueceu o local para onde você se dirigia.
B- Derruba o leite no fogão diariamente porque nunca consegue lembrar que colocou a caneca no fogo.
C- Chama a pessoa com a qual você está falando ao telefone por uns três nomes diferentes, menos, claro, o verdadeiro.
D- Liga, sem querer, para outras três amigas quando a intenção é discar o número de uma outra.
E- Sai correndo de casa porque viu o seu ônibus parado no ponto, entra nele, senta-se e começa a ler tranqüilamente e só percebe que está no ônibus errado quando ele já passou uns dez minutos do seu trajeto normal.
F- Liga para sua própria casa e, quando sua mãe atende, pergunta: ‘De onde falam?’
G- Liga para uma central de atendimento a clientes com uma dúvida e, depois de cinco minutos de espera, é obrigado a desligar, dizendo ao atendente que esqueceu o que iria perguntar.
H- Não faz a menor idéia de onde colocou o pen drive que contém todo o seu material de TCC (calma Ta e Lulu, os arquivos estão salvos em outro local!)
I- Sente seu sangue congelar quando, no final da tarde de fechamento, sua chefe te pergunta se você já terminou aquela matéria e você não faz a menor idéia do quê ela está falando.
Ah, e opinem, por favor...antes que eu me esqueça!
Escrito por Babi às 00h05
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6 meses
Disparado o cronômetro
Talvez pela necessidade de vivermos movidos constantemente por algum propósito, sempre conduzimos a nossa vida tendo como norte alguma realização, etapa ou objetivo a ser concluído em um futuro próximo. É assim quando pensamos em começar o colegial, quando completamos 15 anos, depois, quando atingimos a maioridade, com a expectativa de tirar a carteira de habilitação, de começar a faculdade, de entrar no mercado de trabalho, etc.
Por mais que funcionem apenas como marcadores de livros simbólicos, essas etapas são essenciais para indicar a nós que ainda existem motivos para seguirmos em frente. E, apesar de não ter tanto tempo assim de vida, sempre precisei delas para me motivar a acordar todos os dias e continuar. E, sem dúvida, a etapa de ‘cursar uma faculdade’ foi uma das mais significativas disso tudo.
Agora assim, de repente, quando você resolve dar aquela geral no seu passado e percebe que está estudando, sem parar, desde o pré (Jardim não conta, porque ninguém estuda no Jardim), almejando apenas se formar na faculdade e percebe que está, a partir de agora, a menos de seis meses de conseguir isso, dá um nó assim, na cabeça e na garganta, inexplicáveis.
Não por cumprir uma etapa. Mas sim, por ver um objetivo futuro se transformando em passado.
Escrito por Babi às 11h56
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Do passado
Planos de criança
“A casa em que eu vou morar quando eu crescer vai ser muito grande e muito bonita. Vai morar eu, o meu marido, o meu filho e a minha filha. Ela vai ter um quintal bem grande, com um jardim que tem flor amarela, branca e roxa e onde a gente vai guardar o carro, que a gente usa para passear e ir no clube no sábado. Eu vou ser veterinária para poder cuidar dos bichinhos todo dia e quando eu chegar em casa eu vou cuidar da Lady também, porque eu vou levar ela para morar comigo quando eu casar, mas a minha mãe e o meu pai não querem deixar eu levar ela porque eles gostam muito dela. Eu quero casar quanto eu tiver 22 anos e o meu marido também. Ele vai ter cabelo preto, vai trabalhar muito e vai ser uma pessoa muito boazinha. Quando ele chegar em casa do trabalho a noite a gente vai jantar e vai sair para passear com os filhos e tomar sorvete quanto não tiver fazendo frio. O meu filho vai nascer primeiro e vai chamar Alex porque era assim que o meu irmãozinho ia chamar, só que ele morreu quando ainda tava na barriga da minha mãe. A irmãzinha vai ser linda e vai ter cabelo liso e comprido e todo mundo vai brincar e se divertir no jardim com a Lady. Aí um dia a gente vai na praia e todo mundo vai dar muita risada de tudo e a gente vai foto pra colocar em cima da mesa da sala. A minha vida vai ser muito legal e bonita e muito feliz.”
* Transcrita de um caderninho de 1ª série, de 1993. Com as devidas correções gramaticais atualizadas.
E pensar que, desses sonhos todos, não foi só a Lady que morreu.
Escrito por Babi às 22h23
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Respirando fundo
Alívio
Apenas gostaria de comunicar que estivemos fora do ar por problemas técnicos.
Agora, já que o mais árduo de todos os anos da minha existência chegou ao seu tempinho de intervalo, a tendência é voltarmos com os novos capítulos da saga do TCC (que, aliás, entrará na ‘operação inverno’), com os comentários ultra-relevantes sobre os fatos da atualidade e sobre as eternas e sarcásticas lamentações sobre a minha vida e as dos outros. É só o tempinho de recuperar o fôlego!
Escrito por Babi às 21h16
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Apocalipse
Apocalipse acadêmico
“E chegará o dia em que tudo que outrora te inspirou responsabilidade será relegado aos últimos dos planos de suas preocupações. Nessa mesma época, tuas forças não te deixarão mais pensar e produzir o mínimo necessário para cumprir os compromissos cotidianos. A atmosfera da sua sala de aula te sufocará a ponto de não permitir sua presença naquele local por um período que ultrapasse uma hora. O relógio correrá contra a sua vontade, fazendo com que você perca, por escolha própria, a completa noção do tempo. Seus amigos passarão a não mais te alegrar e a única companhia que você ainda irá querer será a de si mesmo. As coisas perderão graça, as risadas se tornarão falsas e a solidão se abaterá sobre o seu ser. Ainda que alguns dias sejam de sol, para você sempre será inverno. E, nos poucos dias em que você desejar apenas um abraço, não existirão braços para te acolher.”
E o resto, será silêncio.
Escrito por Babi às 19h43
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Enquete II
No mundo errado
Mais uma enquete aos queridos leitores desse blog:
Assim, se por acaso, algum dia, de repente, alguém fosse buscar uma ajuda ou apoio psicológico para agüentar o tranco do dia a dia e ouvisse como resposta que o seu problema advém do fato de você ser evoluído(a) demais para este mundo, o que seria mais conveniente fazer:
A- Dar risada
B- Se matar
C- Dar risada e, em seguida, se matar
D- Arquitetar maneiras de extinguir a atual população mundial, o que faria você reinar absoluto com seus pensamentos em seu mundo
E- Chorar copiosamente, afinal o fato de você ser mais evoluído(a) nunca permitirá que a humanidade te compreenda
F- Sair por aí dando uma risadinha sarcástica para todos que cruzarem seu caminho dizendo, mentalmente, ‘como eu sou superior a você, seu torôxa!’
G- Gritar pela sua mãe
H- Chutar o balde e ir vender sanduíche na praia sem usar filtro-solar
I- Se fingir de louco para tentar ganhar antecipadamente o dinheiro da aposentadoria do INSS
J- Ligar para o ‘Fala que eu te escuto’
L- Entrar em contato com a Nasa, solicitando passagem para a próxima missão espacial fora da Terra
M- Usar seus poderes para tornar a humanidade seus escravos
N- Colocar essa característica pessoal no seu curriculum
O- Beber para comemorar
P- Beber para esquecer
Q- Beber para relaxar
R- Sair cantando o hit ‘Não está sendo fácil’
S – Todas as anteriores
T – N.D.A
Participem. Sua opinião é extremamente importante. Lembrando que é apenas uma hipótese, viu gente!
Escrito por Babi às 23h49
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Santo Antônio
Já que um santo não ajuda...
Já que São Jorge não foi nem um pouco fiel com a nação corinthiana no jogo de ontem a noite, só resta mesmo apelar para Santo Antônio.
Ah e, logicamente, para aqueles que hoje comemoram hoje o Dia dos Namorados, que o amor esteja, mais do que nunca, no ar.
Mas para mim, este ano, 12 de junho é apenas a véspera de Santo Antônio!

Simpatias, alguém?
Escrito por Babi às 09h03
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Nostalgia
O começo do fim
Na semana passada eu tirei as fotos para o convite e o álbum de formatura da faculdade. Não participarei do baile, de fato, mas as fotos com a sala quase todos tiramos. E, pelo jeito, elas ficaram bonitas.
Mas, desde aqueles cliques, o cronômetro da ‘contagem regressiva’ que fará com que, daqui alguns meses, tudo aquilo chegue ao fim, foi disparado. E eu não estou nem um pouco preparada para isso. Eu ainda tenho saudades da sujeira da tinta do trote.
Não vejo a hora de me ver livre do peso de tantas obrigações. Mas eu não posso pensar que aquele clima da sessão de fotos vai virar passado. Aliás, acho que sou que ainda não me dei conta de que muitas coisas, pessoas e sensações que foram construídas ali já estão virando passado. E, até quando for possível, eu não quero mais pensar nisso.
Escrito por Babi às 09h00
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Celebridade
15 minutos de fama
Gente, olhem isso: o UOL colocou este meu glorioso blog na lista dos mais legais da semana! Quer dizer que, mais alguém (além de mim e de vocês 5) sabem da existência do Pensamento Desconexo.
Como não pretendo fazer um evento comemorativo pela repercussão - já que estou sem dinheiro, sem paciência e sem tempo – usarei a minha fama repentina para fazer alguns apelos que quero, mas que, até então, não havia tido espaço para executar. Afinal, a gente tem que aproveitar a fama para alguma coisa, né:
- Atenção, dubladores! Como todo mundo aqui já deve ter percebido, meu TCC é sobre a dublagem no Brasil. Portanto, se você que estiver lendo for – ou conhecer – algum dublador, por favor deixar seu contato. As meninas Superpoderosas agradecem!
- E, já falando em TCC, uma parte importantíssima dele precisará ser feita na Cidade Maravilhosa. O que, obviamente, acarretará em custos exorbitantes para a saúde financeira de 3 estagiárias. Portanto, apoio monetário é totalmente bem-vindo.
- Para ninguém dizer que eu sou socialmente irresponsável, também dei início à campanha de ‘Apoio às vítimas do terremoto na China’. Quem tiver bom coração pode depositar a ajuda diretamente na minha conta!
- Registro meu ÓDIO mortal à reforma nas calçadas da Avenida Paulista. Além de me fazer torcer o pé e perder um tamanquinho, o prefeito agora tirou o meu querido e companheiro ponto de ônibus do lugar em que eu sempre esperava o Edu. Agora, sou obrigada a andar léguas (leia-se dois quarteirões) para tentar voltar para casa.
- Recado importante a quem entrou aqui pela primeira vez: eu JURO que não sou esse poço de reclamações e dramas. Estou vivendo uma fase difícil, mas sou completamente equilibrada. (A foto em que fui perseguida pelos gansos e a pose com o pingüim da Linux são meros incidentes).
- Recado para que vêm aqui sempre: Prometo que, ao lado do meu nome na calçada da fama blogueira, estarão os nomes das pessoas mais fiéis ao Pensamento Desconexo. A vocês, o meu amor eterno (porque dinheiro, esqueçam!)
Escrito por Babi às 11h45
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