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Fim de Partida
14/02/2005 – 27/11/2008
Quatro anos. Se não fossem a exaustão psicológica e a lista de responsabilidades e preocupações na mente, não teria me dado conta de que todo esse tempo já passou. Afinal, não consigo me ver muito diferente daquela garota suja da tinta do trote, há quatro anos. Os sonhos, anseios e sentimentos são os mesmos. A diferença é que, hoje, eles são mais leves. Foram libertados do peso das ilusões.
Mais difícil do que responder aquela insistente questão que nos faziam no início da faculdade, de “por que escolhemos fazer jornalismo”, é resumir, em poucas linhas, o sentimento que temos ao notar que essa etapa foi encerrada. A Cásper nos trouxe ensinamentos, mas também destruiu a maior parte dos idealismos que tínhamos quando ali chegamos. Entramos sonhadores. Saímos jornalistas.
Independente dos caminhos que cada um de nós tomar a partir de agora, na minha e na memória de cada um que fez parte daquela sala ficarão as lições, os aprendizados, as conversas, a admiração por alguns excelentes professores e a troca de idéias e opiniões sobre incontáveis assuntos. Por outro lado, também não esqueceremos do desgaste, da sensação de tempo desperdiçado de muitas aulas, dos infinitos trabalhos, provas e atividades a cumprir, que tinham o poder de acabar com qualquer paciência e nos fazer questionar se aquilo tudo, realmente, valia a pena.
As lembranças acadêmicas, entretanto, são apenas uma das faces de um conjunto formado por sentimentos, laços, companheirismo, e, daqui a algum tempo, saudades. Em quatro anos não encontramos apenas colegas, mas sim pessoas que, por mais divergências e diferenças que possam ter entre si, terão sempre um ponto em comum. Encerro esse ciclo levando amizades de pessoas que conservar para toda a vida. De pessoas que, sem dúvida, mudaram a minha vida.
O fato de descrever o final de uma convivência talvez soe como um saudosismo precipitado. Pode até ser que, daqui a muitos anos, quando cada um estiver realizando seus trabalhos em seus jornais, revistas, televisões, rádios ou até mesmo, tiver fazendo qualquer outra coisa que fuja completamente do vício jornalístico, a vivência casperiana simbolize somente um tempo distante. Afinal, tudo o que mais queremos agora são novas passagens.
Mas, entre aqueles que presenciaram os bares, as conversas no corredor, as risadas, os problemas, as piadas internas, enfim, que viveram a essência do Jô C, sempre existirá um elo. Porque, por mais que milhares de outras experiências venham, aqueles momentos e aquela fase, nós só vivemos com aquelas pessoas. Nos só passamos na Cásper. E isso, nenhum de nós, nunca mais, conseguirá repetir.
Categoria: Crises
Escrito por Babi às 23h27
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Números pares
6 e 9
O 6:
Procura resolver os problemas de todas as pessoas, sejam elas amigos, da família, os que moram perto, os seus colegas de trabalho. Está sempre disposto a ajudar, a aconselhar, com seu profundo senso de justiça, buscando a harmonia geral. É simpático, amável e generoso e está constantemente disponível para os outros.
É muito profundo em seus sentimentos e, se não se reprimir, mostrará esta sensibilidade àqueles que ama. Ao não conseguir expressá-la pode fechar-se sendo muito difícil para qualquer pessoa romper esta barreira. É romântico e tem necessidade de estar sempre amando.
O 9:
Parece ser uma pessoa com grande experiência, sabedoria e compreensão da vida. Gosta de aprender com pessoas mais velhas. Tende a ser muito sensível, vendo o mundo com sentimento e compaixão, assumindo responsabilidades, servindo à comunidade. Tem habilidade para fazer amigos muito facilmente porque as pessoas são atraídas pela sua personalidade aberta e tolerante.
Tem grande carisma e um dom especial para compreender as pessoas que, se usado corretamente, pode ser de grande benefício para elas. Tem muitos talentos: sabe se comunicar muito bem, a expressão artística o interessa. Busca o conhecimento espiritual, quer se relacionar com pessoas que possam contribuir com algum conhecimento. Quer participar de causas grandiosas, que servem à humanidade.
E, os dois juntos:
São pessoas que têm muito amor para dar. Preocupados um com o outro, são conciliadores, gostam da paz. Podem aprender muito um com o outro, conversando.
A pessoa 9 procura na 6 um porto seguro para as suas dúvidas e pessimismos. A pessoa 6 busca no seu companheiro a amizade leal, e a sensibilidade, características que aprecia demais.
E alguém ainda dúvida do poder da numerologia?
Categoria: Sentimentalidades
Escrito por Babi às 17h02
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Fábula futurista
A menina e o iPod

Era uma vez, em um futuro muito distante, uma mocinha que vivia em um reino movido por uma avançadíssima tecnologia. As pessoas de lá tinham diversos aparelhos à sua disposição, que tornavam as atividades cotidianas muito mais rápidas e simples. E todo mundo era completamente acostumado com essa rotina de modernidades e de praticidade. Menos ela. Não porque ela rejeitava os avanços, mas sim porque não conseguia lidar com eles de uma forma natural.
Até que, em um belo dia, todas as pessoas que trabalhavam na empresa na qual essa mocinha trabalhava foram presenteadas com o que havia de mais moderno em termos de aparelhinhos tecnológicos divertidos: um iPod ultrabonitinho. Foi uma alegria geral. Todos vibraram com o presente e, logo no dia seguinte, já desfilavam pelos corredores da empresa com os fones de ouvido branquinhos, enfeitando o ambiente com ecos de músicas de diversos ritmos. Todos eles. Ou melhor, quase todos.
Ao contrário das outras 109 pessoas que compunham o quadro de funcionários da empresa, a mocinha não desfilou com seu aparelho por lá e nem por qualquer outro lugar. De todos os iPods distribuídos, apenas o dela não tocava. Ela tentou de tudo. Leu e releu por incontáveis vezes o manual de instruções, instalou o iTunes (programa necessário para carregar o iPod), pediu auxílio aos colegas de trabalho, ligou e desligou o aparelho, reiniciou o computador, acendeu velas, enfim. Tentou executar todos os procedimentos necessários para ativar o aparelhinho. Mas ele não tocou.
A mocinha ficou muito triste. Para ela, era impossível acreditar que todas as outras pessoas estavam se divertindo com as músicas em seus iPods e ela estava ali, isolada, triste em um mundo sem som. Pior do que não conseguir usar o aparelho era ter que agüentar as piadinhas dos colegas, que davam risada das suas limitações tecnológicas. E ela tentava, quase todos os dias, sem sucesso, fazer o aparelho funcionar.
E os meses foram passando, passando, e nada das músicas tocarem. Ela chorou, revoltou-se com o mundo e disse que nunca mais queria saber de olhar para aquela fonte de frustração. E, a partir daí, ela passou a acreditar que esse mundo de alta tecnologia, no qual fios, programas, telas e toques controlam tudo, não era feito para ela. O futuro seria promissor e feliz para todas as outras pessoas. Menos para ela, que apenas entendia de aparelhos e de coisas ligadas ao passado.
Foi quando, em um belo, dia, quando ela não tinha mais esperanças de ouvir nenhum som, o anjinho da tecnologia apareceu em seu caminho e de dispôs a ajuda-la. A princípio ela não acreditou muito que ele pudesse fazer esse milagre, mas decidiu apostar. E, depois de intermináveis meses de silêncio, o iPod começou a tocar. E as músicas coloriram a vida da mocinha. E ela nunca mais duvidou que milagres acontecem. E percebeu que, um mundo com som, é muito mais feliz!
Categoria: Crises
Escrito por Babi às 15h30
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Efeito Cebolinha

Desde quando eu era uma criança feliz, eu já percebi que tinha algo de estranho na minha voz. Não era uma coisa muito explícita. Esse pequeno defeito fonético só era percebido quando as pessoas prestavam uma atenção especial naquilo que eu falava. Como minha média de fala, quando criança, era mais ou menos de umas oitocentas palavras por segundo, acho que ninguém tinha muita paciência para perceber que eu não pronunciava corretamente alguns sons.
Depois de algum tempo, comecei a sentir a primeira grande dificuldade que essa falha vocal me trazia: eu não conseguia falar o meu próprio nome. Lembro dos incansáveis exercícios que a minha mãe fazia comigo, explicando que eu deveria dizer que me chamava Bár-ba-ra e não Bá-ba-ra, que eu não podia falar o meu nome errado, que as pessoas iam dar risada de mim, etc e tal. Acho que o trauma foi tão bem plantado que aprendi, direitinho, a falar todos os sons das três letras que compõem meu nome.
O tempo passou, eu cresci, mas os ‘erres’ insistiam em não sair. Não que eu chegasse a ser uma versão feminina do Cebolinha, mas de vem quando, percebia que os meus ‘três, propriedade, braço e trabalho’ não saiam de uma forma normal. Como poucas pessoas percebiam, eu desencanei. Até o dia em que tive, a concreta certeza, de que eu não era normal.
Não lembro ao certo do tipo de brincadeira que era, mas estava na escola e, sei lá por qual motivo, eu tinha que imitar um toque de telefone (o famoso TRRRRIMMMMM - Tentem vocês, agora, fazer esse som. É fácil, não é? Pois é. Para mim, não!). A cena foi traumática. Agora, muitos anos depois, minhas amigas – que não devem ter o menor senso de qualidade – me escolheram para fazer a narração do TCC. Imaginem o peso de segurar um programa de 50 minutos, com uma língua que não vibra o ‘erre’. Tudo bem que as pessoas que escutarão o programa não precisam saber que eu tive que refazer, cinco vezes, uma frase que terminava com “esse tipo de trabalho trazia”.
Eu só espero que a banca examinadora não atente tanto para minhas deficiências fonéticas. Porque, se isso acontecer, além de um fono, eu também precisarei procurar um psicólogo. Ou então, largarei a profissão e procurarei emprego como dubladora do Cebolinha no próximo longa-metragem da Turma da Mônica. Selá que isso tem tlatamento?
Escrito por Babi às 21h10
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Recomeçando
Eu voltei, agora pra ficar.....
O ano ainda não acabou, mas eu já entreguei o meu TCC. Claro que não vou contar isso assim, dessa forma sem graça. No mínimo, a saga será encerrada com um ou mais posts bem daquele estilo que vocês conhecem.
Mas, o que quero avisar é que, com o fim dessa pendência, logo mais poderei reabastecer esse espaço com textos mega-relevantes para a população mundial. E, com a formatura da faculdade, o Obama eleito, o retorno do Corinthians à série A, à crise financeira mundial e as minhas crises pessoais, assuntos por aqui é o que não vão faltar.
Já já eu retomo tudo. Deixa apenas eu me recuperar e parar de passar mal em metrôs e pontos de ônibus!
Categoria: Crises
Escrito por Babi às 12h02
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Excesso de amor
Muito amor pra dar
Todas as crises humanas possuem fases. No caso de uma crise por TCC, elas são numerosas e variáveis. Desde o início do ano, quando a idéia do projeto começou a ser plantada, eu trafeguei por grande parte desses estágios de surtos. Obviamente que, com a aproximação do prazo de entrega do trabalho, as mutações e a intensidade dessas crises foram ficando mais acentuadas.
Agora, há exatos quatro dias de entregar o projeto completo à coordenadoria, eu me sinto apta a escrever um mini-glossário sobre os sintomas e efeitos que os infelizes que vivenciam tal fase geralmente passam (se você, leitor, que estiver lendo esse post não concorda comigo, certamente é porque você não se formou na Cásper). Mas, voltando ao assunto, afirmo que experimentei todas as aflições emocionais e físicas provenientes de um trabalho de conclusão de curso.
Tive a fase da preguiça, do marasmo, da apatia, da preocupação, da alienação, da revolta, do cansaço, da raiva, do desprezo, da exaustão, do perfeccionismo, da implicância, da displicência, da dispersão, da dificuldade de concentração. Mais recentemente, passei para o estágio da insônia, da falta de apetite, da contaminação freqüente pelo vírus da gripe, da descoordenação de idéias e movimentos, da depressão, da ansiedade, do choro constante e por qualquer motivo, da náusea cada vez em que ouço falar no assunto, da vontade de sair correndo e, o mais grave, do ímpeto de me atirar da janela.
Mas nada que tenha me levado ao grau de preocupação que esse novo sintoma, que chegou há menos de uma semana, me levou. Já faz uns três dias em que eu sinto uma necessidade incontrolável de me declarar para as pessoas. Eu preciso dizer, sempre e o tempo todo, o quanto eu amo aqueles que estão ao meu redor.
Comparados com os tipos anteriores, esse surto até pode ser considerado inofensivo. Mas não é. Não é porque eu não posso exprimir esse desejo de acordo com a minha vontade, porque tenho certeza que grande parte das pessoas não compreenderiam. Imagine você, recebendo uma ligação no celular, no meio da madrugada, com uma louca dizendo: “Ai, desculpa te acordar, mas eu precisava lembrar que eu te amo!”. Ou então, chamar alguém no MSN com a frase: ‘Olha, não quero atrapalhar não, viu. Só quero falar que EU TE AMO. E muito, tá!” Não há entendimento e nem amor que aceite isso. (e é isso, por exemplo, que estou morrendo de vontade de fazer agora).
A coisa está tão séria que acho que o próximo passo será escrever depoimentos no orkut para todos os meus amigos, expressando os meus mais puros sentimentos. Já cheguei até a pensar que isso pode ser um sinal de que eu vou morrer. Será? Pode ser que essa possível premonição tenha trazido toda essa vontade de sair por aí, distribuindo declarações. Sempre quando fazia brincadeiras ou pensava naquela hipótese besta do que eu faria se o mundo fosse acabar no dia seguinte, a minha resposta estava sempre pronta: eu passaria o dia afirmando para algumas pessoas o quanto eu as amei, a minha vida inteira.
Como eu não quero acreditar que meu fim esteja próximo, eu prefiro pensar que isso provém da carência – um outro estágio de surto de quem vive uma fase TCC. Em todo caso, como é melhor garantir, que fique bem claro: se eu falar, de repente, para qualquer um de vocês, que eu os amo enlouquecidamente, acreditem em mim. É a mais pura verdade. Pelo menos, até o dia do próximo surto.
Categoria: Crises
Escrito por Babi às 00h35
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Para onde foi a vida?
Algumas saudades....
- De escrever aqui
- De conversar
- De dar risada
- De dormir
- De assistir televisão
- De ver minha família
- De saber o que se passa na minha casa
- De pensar em mim
- De pensar em quem eu quiser
- De sonhar
- De beber
- De achar as coisas engraçadas
- De me apaixonar
- De olhar a vista do meu terraço
- De fazer fofoca
- De abraçar os amigos
- De tomar sorvete de caramelo
- De pisar no mar
- De conversar
- De ter tempo para ‘perder tempo’
- De existir.
Categoria: Crises
Escrito por Babi às 00h11
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Break
Fiel torcida
Eu tenho 5 capítulos (de mais ou menos 7 minutos cada um) de um programa de rádio para montar para o meu TCC. E tenho praticamente um mês para concluir isso.
Sendo assim, acho que vamos passar um tempinho separados. Mas calma, blog. Como uma boa corinthiana, ‘eu nunca vou te abandonar porque eu te amo!”
Categoria: TCC
Escrito por Babi às 11h30
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Biscoito da sorte
Aforismo
O Homem que toma consciência de seus erros sente-se acolhido pelos demais erros da sociedade. Já o homem que toma consciência dos erros da sociedade, não mais encontrará conforto dentro de si próprio.
Profundo? Relevante? Com algum sentido? Não sei. Só sei que isso aí salvou o meu ano ao me render um 9 de Ética.
Lição aprendida: se o jornalismo não der certo, posso vender frases para as fábricas daqueles biscoitinhos chineses!
Categoria: Filosofias de buteco
Escrito por Babi às 23h13
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Germinando
Plantio e colheita de flores

No início da tarde de ontem – já que eu escrevo este post no começo da madrugada – entramos na Primavera. Para muitos, a estação mais bonita do ano. Para quem vive em São Paulo, como eu, a associação da chegada dela com a previsão de dias de um calorzinho agradável nem sempre é certa porque, para esse local, parece que qualquer definição de estação do ano torna-se absurda.
Mas não é bem dos efeitos climáticos da primavera que quero me ocupar nesse espaço. Na verdade, eu acho que a simbologia mais forte que ela traz, obviamente, é a do surgimento das flores. E, acredito eu, todos admiramos flores (independente de alergia, gostos excêntricos ou preferência sexual). E é nessa época que elas se apresentam mais vivas, mais coloridas e mais presentes em nossa vida.
Em tempos em que a preocupação com a preservação ambiental cresce a cada dia, todos nós deveríamos plantas flores. Iríamos colorir o mundo, melhorar nosso oxigênio e limpar o ar de nossas almas. Na verdade, desde que nascemos a gente vêm plantando um grande número de flores, espalhadas por diferentes terrenos e pertencentes a variados tipos de linhagem.
Há alguns que preferem plantar umas flores mais caprichosas, que demoram a desabrochar e nos fazem viver uma ansiedade angustiante até que elas resolvam dar o ar da graça. Já outras abrem com uma facilidade incrível e espalham-se com o intuito de nos dar a sensação que sempre estarão às nossas vistas, quando quisermos contemplá-las. Outras exigem que cruzemos estradas, lugares e tempos atrás de sua muda, pois são espécies raras e quase extintas. Não importa as cores, os tipos e os estilos. Todos nós plantamos e esperamos colher flores.
O que acontece é que, como jardineiros amadores nesse universo, esse nosso plantio nem sempre é um mar de rosas (perdão pelo trocadilho infame!). Há algumas flores que não crescem como havíamos planejado ou que parecem florescer belas somente nos quintais alheios. Há outras que jamais conseguiremos encontrar as sementes, por mais que passemos uma vida inteira procurando e há algumas que simplesmente se recusam a desabrochar sob os nossos cuidados.
Nessa história do plantio, não nos sobra muitas opções. Ou abandonamos a terra e desistimos de buscar as cores, os perfumes e os tons que teimam em não surgir de acordo com o nosso jeito, ou nos contentamos com as flores que temos e seguimos em frente na semeadura, com a esperança que a colheita, algum dia, seja proveitosa. Como quase ninguém é louco de escolher a primeira opção, continuamos em nossa empreitada camponesa, esperando semear boas sementes nos terrenos da vida.
E, para quem continua nessa, vale um simples conselho: se você estiver dedicando todo o seu carinho à uma semente, fornecendo os nutrientes que ela precisa, não deixando-a exposta às intempéries do tempo e mostrando a ela o quanto você faz questão que ela germine e, ainda assim, ela insistir em não desabrochar, a dica é simples. Não desista das flores. Apenas troque de jardim!
Categoria: Sentimentalidades
Escrito por Babi às 00h41
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Ah, o tempo!
Aos 30
Hoje a minha prima completou 30 anos. Esse fato, possivelmente, não renderia um post, se não fosse por razão da idade simbólica dos 30. Ou, também, não renderia um post se não fosse pelo fato dela ser minha prima.
Acho que depois de pai e mãe, os primos cumprem um papel fundamental no desenvolvimento da nossa própria identidade. Todo mundo tem – ou, em algum momento teve – um primo ou uma prima, geralmente mais velhos do que nós, que nos servem como uma bússola para delinearmos as nossas próprias direções. São aquelas pessoas que enxergamos com os olhos de deslumbramento, para a qual qualquer coisa parece ser possível e que nos transmitem a ilusão de serem capazes de fazerem tudo aquilo que nós, quando ainda crianças, achamos que nunca poderemos fazer.
Era mais ou menos essa visão que eu sempre tive da Dani. Nossa diferença de idade fazia com que ela sempre fosse meu ideal de beleza, de atitude e de estilo de vida. E até hoje, em diferentes proporções, isso ainda permanece em mim. Quando fomos crescendo, o destino bagunçou um tanto as nossas vidas (bem mais a dela do que a minha, para dizer a verdade) e acabou antecipando as etapas que ela deveria atingir ao longo de grande parte de sua vida em dois ou três anos.
Eu achava que ela teria um futuro diferente e tenho certeza de que ela também pensava isso. Mas as responsabilidades, as batalhas e a família que ela teve que estruturar tão precocemente a obrigarem a amadurecer e a antecipar o peso da vida que só agora, aos 30, ela deveria começar a sentir. Com isso, ela ganhou um patamar ainda superior naquele modelo que ela foi para mim em nossas brincadeiras de criança. Agora, ela é meu modelo de orgulho, de força e, a partir de hoje, o meu termômetro para descobrir que o tempo passou. O objetivo dessa post, na verdade, não era falar dela, o que seria muito subjetivo e injusto, até porque, a irmã dela – conseqüentemente, minha outra prima – também completou 29 anos anteontem e mereceria a mesma homenagem. Mas foi uma simbologia que encontrei para expressar a sensação daqueles dias em que a gente percebe que o conteúdo do passado ganha cada vez mais reforço. E torna-se cada vez mais passado.
Categoria: Sentimentalidades
Escrito por Babi às 23h28
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50 dias
Censura ao terrorismo
Para marcar as minhas atualizações cada vez mais esparsas nesse blog eu achava que seria bem legal contar para vocês que hoje, precisamente nesse dia 14 de setembro, faltam exatos 50 dias para eu entregar o meu TCC. Mas aí acabei me convencendo de que fazer apologia ao terrorismo não vale a pena. E decidi não dizer mais nada.
Categoria: TCC
Escrito por Babi às 23h10
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Folguinha
Repentes de alegria
Sei que ando – e provavelmente ainda andarei – bem sumida desse espaço, mas isso sim é um fato a ser compartilhado. Não é digno de um surto de alegria quando a sua empresa, bem em um momento no qual você está no auge do seu cansaço, decide reformar a sua sala e concede a todo o departamento uma FOLGA em plena segunda-feira?
Categoria: Filosofias de buteco
Escrito por Babi às 23h11
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Fantasias perdidas
Quatro anos, quatro fantasias
Na Pororoca Louca de 2005 eu estava no primeiro ano de faculdade e fui fantasiada de palhacinha. A festa foi ótima e eu acabei perdendo o nariz vermelho da fantasia.
Na Pororoca Louca de 2006, quando eu estava no segundo ano da faculdade, eu fui fantasiada de grega. A festa foi simplesmente sensacional e eu perdi a coroa dourada que compunha a roupa da deusa grega.
Na Pororoca Louca de 2007, quando já estava no terceiro ano, provavelmente eu estava com a cabeça voltada para várias outras coisas e acabei perdendo a festa.
Na Pororoca Louca de 2008, no quarto - e derradeiro – ano eu nem precisei ir à festa para perder nada. Bem antes, muito tempo antes, eu já tinha perdido o ânimo e as ilusões de que a vida, de fato, é uma festa!
Categoria: Crises
Escrito por Babi às 22h21
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Vírus de Agosto
Pneumotórax
Sempre tenho gripes em agosto. E isso já acontece há anos.
Talvez seja porque, pelo fato dele ser o mês mais longo ano, uma parte desse tempo tem que ser reservada para curtir os péssimos sintomas que o resfriado traz.
Quando você fica mais velho, então, é ainda pior pegar gripe. Não que antes não seja inconveniente, mas depois de alguns anos, o vírus vem diluído nas responsabilidades do dia-a-dia. Ou seja, são duas coisas com as quais você precisa bravamente lutar: a gripe e a necessidade de cumprir todo o que você precisa quando o seu organismo implora para que você hiberne em uma cama.
Como não podia falhar, já fui apresentada à minha gripe deste agosto, a mais indesejada de toda a minha existência, pois eu nunca precisei tanto estar bem e ativa como preciso agora, nesses dias.
Mas, como em quase todas as outras situações da minha vida, dessa vez eu também fui voto vencido e ela chegou. Resistente, forte e não demonstrando o menor ímpeto de querer ir embora cedo.
Agora juntem isso a uma mente desgastada, que praticamente a cada dia que acorda se questiona se vale continuar em frente ou se é melhor desistir de tudo, e façam uma idéia da situação. Eu ainda não queria parar. Mas os meus pulmões querem. Explicada a ausência de posts?
Categoria: Crises
Escrito por Babi às 00h38
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Amargando
Uma muito breve história triste
Era uma vez uma menina que passou a vida inteira recebendo o adjetivo de doce.
Até que um belo dia, o açúcar amargou. Para sempre.
E ela descobriu que o gosto do fel pode ser igualmente saboroso.
Fim
Categoria: Crises
Escrito por Babi às 00h23
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Desmemoriada
Amnésia
Queridos leitores desse blog – que devem, atualmente, fazer parte apenas do plano espiritual, já que nem uma viva alma dá o ar da graça por aqui – ajudem-me com uma outra dúvida. Na concepção de vocês, é hora de começar a tomar Centrum, Vitasay Stress, Fosfosol ou algum outro remédio para a memória quando:
A- Você está parado em um farol de uma movimentada avenida e não tira o carro do lugar assim que aparece o sinal verde porque simplesmente esqueceu o local para onde você se dirigia.
B- Derruba o leite no fogão diariamente porque nunca consegue lembrar que colocou a caneca no fogo.
C- Chama a pessoa com a qual você está falando ao telefone por uns três nomes diferentes, menos, claro, o verdadeiro.
D- Liga, sem querer, para outras três amigas quando a intenção é discar o número de uma outra.
E- Sai correndo de casa porque viu o seu ônibus parado no ponto, entra nele, senta-se e começa a ler tranqüilamente e só percebe que está no ônibus errado quando ele já passou uns dez minutos do seu trajeto normal.
F- Liga para sua própria casa e, quando sua mãe atende, pergunta: ‘De onde falam?’
G- Liga para uma central de atendimento a clientes com uma dúvida e, depois de cinco minutos de espera, é obrigado a desligar, dizendo ao atendente que esqueceu o que iria perguntar.
H- Não faz a menor idéia de onde colocou o pen drive que contém todo o seu material de TCC (calma Ta e Lulu, os arquivos estão salvos em outro local!)
I- Sente seu sangue congelar quando, no final da tarde de fechamento, sua chefe te pergunta se você já terminou aquela matéria e você não faz a menor idéia do quê ela está falando.
Ah, e opinem, por favor...antes que eu me esqueça!
Categoria: Crises
Escrito por Babi às 00h05
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Sinal de vida
Eu estou sem paciência e sem tempo de postar, gente. Mas, caso alguém se interesse, deixo claro que, por enquanto, ainda está tudo bem*.
* Vale lembrar que o conceito de bem é totalmente relativo.
Escrito por Babi às 22h08
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Olímpiadas
Volta olímpica
Esse post era para ter sido escrito no dia 08/08/2008, as 08h08 (já que a numerologia das datas com algarismos repetidos está bombando!). Mas, não foi possível, dada a minha preguiça e os vários outros afazeres a cumprir.
Mas o que posso dizer é que, do nada, de alguns dias para cá, não sei o motivo certo,me deu uma vontade de ser jornalista esportiva!



Pequim, alguém?
Categoria: Filosofias de buteco
Escrito por Babi às 23h54
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Frases
E no ambiente de trabalho...
Sexta-feira, final de tarde, aquele clima de final de expediente da semana. Em uma conversinha informal, estagiária propõe um desafio lógico para distrair os colegas:
Estagiária: ‘Gente, quero ver se vocês sabem essa. Se eu estou em cima do muro, à cavalo, o que eu tenho nas mãos?’
Resposta quase geral: “As rédeas”
Justificativa: “Se você está em cima de um cavalo, em qualquer lugar, é natural que você tenha que ter as rédeas nas mãos.”
Resposta correta: “Uma pá”
Justificativa: “Se você está em cima do muro, A CAVÁ-LO, só pode ser com uma pá”, responde a estagiária, esclarecendo a pegadinha entre a troca do substantivo pelo verbo.
Resposta de uma das chefes: “O cu’
Justificativa: “Se eu estou num cavalo, no alto de um morro, sabendo que o bicho pode disparar, no mínimo, o que eu vou estar, é com o cu na mão!”
Tem coisas que só uma redação faz por você!
Categoria: Filosofias de buteco
Escrito por Babi às 21h23
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