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Sentimentalidades
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Números pares
6 e 9
O 6:
Procura resolver os problemas de todas as pessoas, sejam elas amigos, da família, os que moram perto, os seus colegas de trabalho. Está sempre disposto a ajudar, a aconselhar, com seu profundo senso de justiça, buscando a harmonia geral. É simpático, amável e generoso e está constantemente disponível para os outros.
É muito profundo em seus sentimentos e, se não se reprimir, mostrará esta sensibilidade àqueles que ama. Ao não conseguir expressá-la pode fechar-se sendo muito difícil para qualquer pessoa romper esta barreira. É romântico e tem necessidade de estar sempre amando.
O 9:
Parece ser uma pessoa com grande experiência, sabedoria e compreensão da vida. Gosta de aprender com pessoas mais velhas. Tende a ser muito sensível, vendo o mundo com sentimento e compaixão, assumindo responsabilidades, servindo à comunidade. Tem habilidade para fazer amigos muito facilmente porque as pessoas são atraídas pela sua personalidade aberta e tolerante.
Tem grande carisma e um dom especial para compreender as pessoas que, se usado corretamente, pode ser de grande benefício para elas. Tem muitos talentos: sabe se comunicar muito bem, a expressão artística o interessa. Busca o conhecimento espiritual, quer se relacionar com pessoas que possam contribuir com algum conhecimento. Quer participar de causas grandiosas, que servem à humanidade.
E, os dois juntos:
São pessoas que têm muito amor para dar. Preocupados um com o outro, são conciliadores, gostam da paz. Podem aprender muito um com o outro, conversando.
A pessoa 9 procura na 6 um porto seguro para as suas dúvidas e pessimismos. A pessoa 6 busca no seu companheiro a amizade leal, e a sensibilidade, características que aprecia demais.
E alguém ainda dúvida do poder da numerologia?
Escrito por Babi às 17h02
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Germinando
Plantio e colheita de flores

No início da tarde de ontem – já que eu escrevo este post no começo da madrugada – entramos na Primavera. Para muitos, a estação mais bonita do ano. Para quem vive em São Paulo, como eu, a associação da chegada dela com a previsão de dias de um calorzinho agradável nem sempre é certa porque, para esse local, parece que qualquer definição de estação do ano torna-se absurda.
Mas não é bem dos efeitos climáticos da primavera que quero me ocupar nesse espaço. Na verdade, eu acho que a simbologia mais forte que ela traz, obviamente, é a do surgimento das flores. E, acredito eu, todos admiramos flores (independente de alergia, gostos excêntricos ou preferência sexual). E é nessa época que elas se apresentam mais vivas, mais coloridas e mais presentes em nossa vida.
Em tempos em que a preocupação com a preservação ambiental cresce a cada dia, todos nós deveríamos plantas flores. Iríamos colorir o mundo, melhorar nosso oxigênio e limpar o ar de nossas almas. Na verdade, desde que nascemos a gente vêm plantando um grande número de flores, espalhadas por diferentes terrenos e pertencentes a variados tipos de linhagem.
Há alguns que preferem plantar umas flores mais caprichosas, que demoram a desabrochar e nos fazem viver uma ansiedade angustiante até que elas resolvam dar o ar da graça. Já outras abrem com uma facilidade incrível e espalham-se com o intuito de nos dar a sensação que sempre estarão às nossas vistas, quando quisermos contemplá-las. Outras exigem que cruzemos estradas, lugares e tempos atrás de sua muda, pois são espécies raras e quase extintas. Não importa as cores, os tipos e os estilos. Todos nós plantamos e esperamos colher flores.
O que acontece é que, como jardineiros amadores nesse universo, esse nosso plantio nem sempre é um mar de rosas (perdão pelo trocadilho infame!). Há algumas flores que não crescem como havíamos planejado ou que parecem florescer belas somente nos quintais alheios. Há outras que jamais conseguiremos encontrar as sementes, por mais que passemos uma vida inteira procurando e há algumas que simplesmente se recusam a desabrochar sob os nossos cuidados.
Nessa história do plantio, não nos sobra muitas opções. Ou abandonamos a terra e desistimos de buscar as cores, os perfumes e os tons que teimam em não surgir de acordo com o nosso jeito, ou nos contentamos com as flores que temos e seguimos em frente na semeadura, com a esperança que a colheita, algum dia, seja proveitosa. Como quase ninguém é louco de escolher a primeira opção, continuamos em nossa empreitada camponesa, esperando semear boas sementes nos terrenos da vida.
E, para quem continua nessa, vale um simples conselho: se você estiver dedicando todo o seu carinho à uma semente, fornecendo os nutrientes que ela precisa, não deixando-a exposta às intempéries do tempo e mostrando a ela o quanto você faz questão que ela germine e, ainda assim, ela insistir em não desabrochar, a dica é simples. Não desista das flores. Apenas troque de jardim!
Escrito por Babi às 00h41
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Ah, o tempo!
Aos 30
Hoje a minha prima completou 30 anos. Esse fato, possivelmente, não renderia um post, se não fosse por razão da idade simbólica dos 30. Ou, também, não renderia um post se não fosse pelo fato dela ser minha prima.
Acho que depois de pai e mãe, os primos cumprem um papel fundamental no desenvolvimento da nossa própria identidade. Todo mundo tem – ou, em algum momento teve – um primo ou uma prima, geralmente mais velhos do que nós, que nos servem como uma bússola para delinearmos as nossas próprias direções. São aquelas pessoas que enxergamos com os olhos de deslumbramento, para a qual qualquer coisa parece ser possível e que nos transmitem a ilusão de serem capazes de fazerem tudo aquilo que nós, quando ainda crianças, achamos que nunca poderemos fazer.
Era mais ou menos essa visão que eu sempre tive da Dani. Nossa diferença de idade fazia com que ela sempre fosse meu ideal de beleza, de atitude e de estilo de vida. E até hoje, em diferentes proporções, isso ainda permanece em mim. Quando fomos crescendo, o destino bagunçou um tanto as nossas vidas (bem mais a dela do que a minha, para dizer a verdade) e acabou antecipando as etapas que ela deveria atingir ao longo de grande parte de sua vida em dois ou três anos.
Eu achava que ela teria um futuro diferente e tenho certeza de que ela também pensava isso. Mas as responsabilidades, as batalhas e a família que ela teve que estruturar tão precocemente a obrigarem a amadurecer e a antecipar o peso da vida que só agora, aos 30, ela deveria começar a sentir. Com isso, ela ganhou um patamar ainda superior naquele modelo que ela foi para mim em nossas brincadeiras de criança. Agora, ela é meu modelo de orgulho, de força e, a partir de hoje, o meu termômetro para descobrir que o tempo passou. O objetivo dessa post, na verdade, não era falar dela, o que seria muito subjetivo e injusto, até porque, a irmã dela – conseqüentemente, minha outra prima – também completou 29 anos anteontem e mereceria a mesma homenagem. Mas foi uma simbologia que encontrei para expressar a sensação daqueles dias em que a gente percebe que o conteúdo do passado ganha cada vez mais reforço. E torna-se cada vez mais passado.
Escrito por Babi às 23h28
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Chega!
Apesar de você
“...Quando chegar o momento Esse meu sofrimento Vou cobrar com juros. Juro! Todo esse amor reprimido, Esse grito contido, Esse samba no escuro.
Você que inventou a tristeza Ora tenha a fineza de “desinventar”. Você vai pagar, e é dobrado, Cada lágrima rolada Nesse meu penar.
Apesar de você Amanhã há de ser outro dia. Ainda pago pra ver O jardim florescer Qual você não queria.
Você vai se amargar Vendo o dia raiar Sem lhe pedir licença.
E eu vou morrer de rir E esse dia há de vir antes do que você pensa...”
Porque até para o sofrimento existem limites.
Escrito por Babi às 22h19
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Resta 1
Rompimentos de contrato
Desde quando comecei minha carreira proletária – há exatos três anos – cada saída de qualquer amigo ou colega me deixava triste. Se essa pessoa era bem próxima de mim, então, o meu mundo desabava. Perdia a vontade de ir trabalhar e parecia que uma atmosfera de solidão pairava no dia-a-dia.
Quando deixei o meu antigo emprego para entrar no atual, fui trazida para casa aos prantos. A felicidade por conseguir, finalmente, um emprego na minha área foi afogada pela quantidade de lágrimas que eu derramei por deixar algumas pessoas e histórias para trás. Com o passar do tempo, o aprendizado de que a gente não deve permitir que as relações no trabalho ganhem uma dimensão a ponto de nos abalar tanto emocionalmente me deixou um pouco mais forte e, de certa forma, mais fria.
Desde que estou nesse trabalho já vi muita gente legal ir embora. Muitas vezes, por motivos que até hoje são difíceis de serem bem digeridos. Mas, eu sempre procuro pensar que essas mudanças e passagens são coisas da vida e que temos que aprender a aceita-las e entender que as pessoas não são peças fixas na nossa vida.
Nessa sexta-feira, foi o último dia de trabalho do meu editor, a pessoa que me contratou para o jornal. Poderia escrever várias linhas falando da importância que ele teve nesse início da minha trajetória jornalística, mas acho melhor guardar as boas lembranças na minha memória. Afinal, a gente tem que aprender que são coisas da vida e que não vale a pena sofrer. Mas, são dias de despedida, como o de hoje, que me trazem a certeza de que, apesar desse tempo todo, eu ainda não consegui aprender isso muito bem. E, talvez, não consiga nunca!
Escrito por Babi às 22h26
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Do amoroso esquecimento
Post para o dia de hoje
De um ano para outro muita coisa pode acontecer. Algumas situações permanecem, outras alteram-se totalmente. Algumas pioram, mas outras melhoram. Umas evoluem, outras paralisam. Algumas começam e outras retornam. Mas, existem certas coisas que, simplesmente, desaparecem.
Mas, sempre vai existir algum dia do ano que vai fazer com que a lembrança disso que desapareceu retorne às nossas vidas. E é nesses dias singulares que percebemos que tais coisas podem ter sumido da realidade. Mas elas nunca deixarão de fazer parte do nosso imaginário. Por mais que a gente não queria que isso aconteça.
Eu queria escrever um post bonito e bem elaborado, que exemplificasse o dia de hoje. Como não sou capaz, me contentarei com a mais simples – e a mais verdadeira – das mensagens:
DO AMOROSO ESQUECIMENTO
Eu agora - que desfecho! Já nem penso mais em ti... Mas será que nunca deixo De lembrar que te esqueci?
Mário Quintana
Escrito por Babi às 23h09
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Aparências
Forma X Conteúdo
Desde aquela semana em que meu blog foi colocado nas paradas de sucesso eu venho pensando em escrever um post sobre um dos comentários que uma visitante deixou, que acabou me fazendo refletir sobre alguns pontos esquisitos da minha personalidade. O que ela fez foi uma ressalva básica, dizendo que algumas coisas dessa página poderiam melhorar, inclusive o layout – algo que todo mundo que aqui entra também deve achar.
Obviamente dei total razão a ela e reconheci que a ‘roupa’ desse meu blog não anda obedecendo às tendências mais recentes do mundo fashion. Para justificar eu até poderia fazer um texto atribuindo essa falha à total inaptidão técnica da peça localizada entre o monitor e a cadeira. Mas eu me recordo de já ter mencionado os problemas que tenho com a tecnologia em alguns posts anteriores. Minha relação com computadores é básica, seca e objetiva. Tenho inveja de quem sabe usar, não entendo a linguagem dos programas e qualquer tecla adicional que eu precise apertar já me causa pânico.
Em vez de ficar divagando sobre minha burrice, entretanto, preferi partir do comentário dela para chegar a um outro ponto que, de certa forma, se relaciona com a questão. Em uma rápida retrospectiva da minha vida, descobri que eu tenho tendência em desprezar a forma para dar atenção demais ao conteúdo. Quando criei este blog a única coisa que achei importante era ter um espaço em branco e caracteres em Arial para materializar as idéias estúpidas que me vinham na mente. Cores, estilo, linhas, formas foram coisas que deixei em último plano. Não por considerá-las menos importantes, mas por achar que eram as palavras que deveriam ser o centro de tudo.
Antes que vocês pensem que eu sou uma desleixada com tudo, deixo claro que a coisa não é bem assim. Tenho um mínimo de senso de organização e um grau de vaidade suficiente que me possibilita um entendimento com o espelho diariamente, antes de sair de casa. Mas confesso que muitos rótulos, aparências e imagens, para mim, não significam nada. (Comentário este que deixaria meu professor de Design em Revistas – aquele que me chamou de ‘pré-adolescente’ – chocado).
Lembro que, enquanto as meninas na escola desfilavam com os cadernos cor-de-rosa coloridos em todo começo de ano, eu ficava quietinha e feliz com o meu material escolar simples. Minha lancheira também nunca era a mais bonita. Geralmente era a mais neutra, cujo fecho era o mais prático de abrir. Não por economia e nem por chatice, mas porque eu não me importava em ter aquelas coisas. Geralmente, eu nunca vi graça naquilo que todo mundo achava bonito, apesar de, logicamente, ter discernimento para enxergar o que é bonito e o que é feio. Muita gente pode chamar isso de mau-gosto e de falta de percepção e de senso estético. Talvez até o seja. Mas, já com uma certa bagagem de experiência, eu acredito que tive grandes vantagens por ser assim, afinal, aprendi o exercício de achar graça somente nas coisas que, de fato, têm graça. Coisa que sempre apliquei, involuntariamente, na minha vida sentimental, por exemplo. Sempre olhei para os meninos bonitos, mas dificilmente me interessava por eles. A maior parte dos caras por quem já me apaixonei não chamavam a atenção pela beleza. Mas, posso garantir que só eles tinham as risadas mais gostosas, o senso de humor mais incrível, os olhares mais calmos, as mentes mais vivas e os corações mais doces. Coisas que, muitas vezes, só eu via (e vejo). Ainda bem!
Escrito por Babi às 09h25
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Agradecimentos
Valeu, galerinha!
Como não quero tomar o precioso tempo de vocês, vou reservar um pequeno espaço para agradecer pelo prestígio a mim dispensado nessa ‘semaninha de fama’. Como vocês próprios puderam notar, a Uol não tem o mínimo de critério, esse blog não tem nada demais e a mantenedora dele tem neurônios a menos.
Mas, confesso que foi bom ver o movimento daqui agitar. Depois de quase dois anos de existência, nem a minha mãe mais visitava esta página. Portanto, agradeço pelas visitas, pelas re-visitas, pelos comentários, pelos elogios, pelos incentivos, pelas críticas e para quem está pouco se lixando para o que se passa nessas linhas. Essa movimentação faz bem para o ego de qualquer blogueiro amador, podem ter certeza.
Tentarei responder os comentários (porque sou educada) um a um (porque sou metódica), aos poucos (porque sou muito ocupada), de forma sintética (porque escrevo demais). E, se algum dias, vocês não tiverem absolutamente nada de melhor para fazerem em vossas vidas, o Pensamento Desconexo estará sempre com as portas – e a página – abertas! E, como eu tenho novidades do TCC para contar, histórias absurdas para compartilhar e crises pseudo-existenciais para dramatizar, chega de enrolação e voltaremos aos posts ‘normais’. Antes que a fama me suba à cabeça.
Escrito por Babi às 22h25
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